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Desfile das escolas de samba será ao lado do Ginásio Nilson Nelson

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Embora Ceilândia atraia mais foliões, o governo acolheu a reivindicação da maioria das agremiações para manter a festa de Momo no Plano Piloto

O número de participantes no sambódromo da área central de Brasília — ponto alto do desfile carnavalesco de 2013 — foi de 8 mil pessoas. A quantidade destoa da multidão de 40 mil foliões que acompanhou a competição no Ceilambódromo em 21 de fevereiro de 2012. Mesmo diante do contraste, o Governo do Distrito Federal pretende manter a exibição das escolas de samba ao lado do Ginásio Nilson Nelson. Pelas ruas de Ceilândia, cidade que abriga 442.865 habitantes, cerca de 16% da população do DF, não é difícil encontrar quem se oponha à decisão do Executivo.

As amigas Daniela Martins, 30 anos, e Jéssica, 21, não foram ao desfile de 2013 e não pretendem participar este ano. “Não vou pegar ônibus e metrô para acompanhar um desfile esvaziado. Aqui, tinha muito mais gente”, explica Daniela. “Eu também não vou ao Plano”, concordou a amiga. A estrutura em que a população se reunia para acompanhar os sambas-enredos teria que mudar de lugar, já que a área, antes disponível para grandes eventos da cidade, hoje abriga as obras de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA,) da Secretaria de Saúde. Mas Acácio Oliveira não se importa. “Queremos a UPA e o carnaval”, provoca.

O presidente da União das Escolas de Sambas e Blocos de Enredo do DF (Uniesbe-DF), Geomá Leite, conhecido como Pará, explica que, mesmo fazendo parte da região mais populosa da capital, Ceilândia e as regiões administrativas adjacentes contam com seis agremiações, contra 14 que votaram pela transferência do evento para o Plano Piloto. “Como presidente, tenho que acatar a decisão dos grupos. Mas Ceilândia, de fato, concentrava muito mais foliões, e chegou a reunir funcionários de embaixadas. Vamos precisar de muita publicidade e atrativos para conseguir igualar o público”, explica.

Apesar do grande volume de foliões, Ceilândia, por ser considerada uma cidade violenta, acaba por afastar foliões de outras regiões. A transferência do circuito para a cidade satélite foi muito questionada pelos moradores de outras regiões administrativas e do Plano Piloto e sempre foi vista com desconfiança, no que se refere a segurança. Outro fator que conta a favor da manutenção do evento no Plano Piloto é a acessibilidade. Brasília está no centro do Distrito Federal e possui maior infraestrutura de transporte e acesso, além de facilitar o acesso dos foliões que se encontram no outro estremo do DF, em relação a Ceilândia.

Resta saber se o Governo vai conseguir atrair público, para justificar a mudança, em face da perda de foliões.

Fonte: Correio Brasiliense com adaptações.

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