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Estudo vai medir impacto da poluição na saúde dos ciclistas

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Por Danilo Silva Pinto

Por Danilo Silva Pinto

O ciclismo é uma das atividades físicas que mais cresce no Brasil, principalmente nos grandes centros urbanos. Utilizada como transporte, equipamento de competição ou mesmo para a prática de atividades físicas, a bicicleta ocupa cada vez mais espaço entre os cidadãos e a busca por respeito no trânsito tem chamado a atenção da sociedade. Mas nem só com o trânsito o ciclista precisa se preocupar. A poluição, para quem trafega próximo aos carros e é obrigado a respirar o monóxido de carbono despejado na atmosfera é uma ameaça que precisa ser conhecida.

O trânsito e a poluição do ar de São Paulo podem afetar a saúde dos ciclistas que percorrem a cidade? Médicos do Instituto do Coração, ligado à Faculdade de Medicina da USP, tentarão responder a esta pergunta fazendo um levantamento de usuários de bicicleta da capital.

A iniciativa depende de ciclistas voluntários que aceitem responder a questionários.

O Projeto Pedal tem como objetivo traçar um perfil dos ciclistas por idade, residência, trajetos percorridos e históricos de acidentes de trânsito e de doenças. As informações serão usadas em pesquisas sobre a saúde e condição física dos ciclistas paulistanos. Não há limite de participantes e os nomes e informações pessoais não serão revelados.

“A ideia é que possamos conhecer o perfil desses ciclistas, ver qual é o impacto da poluição na saúde deles e estabelecer os riscos”, afirma o pneumologista do Incor Ubiratan de Paula Santos, coordenador do projeto.

Os questionários poderão ser atualizados sempre que o participante tiver alguma novidade em seu histórico, seja um acidente de trânsito ou melhora na saúde por causa do hábito de pedalar.

À medida que forem agrupadas informações, o Incor poderá selecionar grupos que serão monitorados com equipamentos para medir a poluição que enfrentam durante suas pedaladas.

Poluição

Estudos internacionais indicam que, embora o contato contínuo com a poluição possa trazer problemas respiratórios e cardíacos, o hábito de pedalar traz tantos benefícios que compensa a exposição.

No Brasil, não há pesquisa que mostre esse impacto.

“O ciclista respira mais vezes por minuto e mais profundamente e, assim, inala mais poluentes. Para uma pessoa saudável, ainda é melhor pedalar com poluição do que ficar sedentária. Mas há estudos que sugerem maior risco de crises asmáticas e infarto entre pessoas com problemas respiratórios e cardíacos que pedalam diante da poluição”, diz o pneumologista.

O projeto também tem como objetivo incentivar as pedaladas e disseminar informações de segurança para usuários de bicicleta, sejam aqueles que fazem uso da bicicleta diariamente ou os que encaram a atividade como lazer, segundo Santos.

“Embora haja riscos, o projeto não recomenda deixar de pedalar em São Paulo. Quem faz exercícios regularmente, de forma leve e moderada, reduz os radicais livres, diminui o peso e o colesterol ruim, controla melhor a glicemia e diminui a inflamação do organismo. Além disso, o uso da bicicleta como transporte diminui a emissão de poluidores”, diz Ubiratan de Paula Santos.

Fonte: UOL com adaptações.

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