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Por Danilo Silva Pinto

Por Danilo Silva Pinto

As eleições de 2014 trouxeram uma mensagem que precisa ser assimilada pelo povo brasileiro. Nunca o ódio e a intolerância foram tão presentes, em tempos de democracia.

O ódio, estampado nas capas de revistas e jornais, nas telas de televisores e espalhados pelas redes sociais e nas ruas, certamente foram o fator mais presente nas eleições presidenciais 2014 do Brasil. Precisamos extrair deste fenômeno algumas lições, sem as quais será impossível construir um país mais justo e honesto.

O Brasil dividido entre pobres e ricos, entre nordestinos e sulistas, não serve para os próprios brasileiros, porque as diferenças precisam conviver entre sí, como ingrediente indispensável para a sustentabilidade humana e social. O Brasil que explorou sua gente pobre e sofrida do Nordeste durante 500 anos, precisa aceitar que o tempo da escravidão acabou e que estes irmãos, espalhados por todo o país, mas que mantém suas raizes no torrão natal nordestino, possuem também, o direito de serem brasileiros. É dificil para quem sempre foi senhor de escravo, aceitar que a escravidão se foi e que é preciso equilibrar as forças e unir brasileiros, em torno de um país mais justo e honesto.

Anuncio materia Tribuna da Ride O que explica o ódio contra o povo nordestino, quando quem realmente definiu esta eleição foram cariocas e mineiros? Porque o ódio agora é destilado apenas contra os nordestinos? Não vi nenhuma reação, agressiva ou não, contra os mineiros e cariocas que elegeram Dilma presidenta do Brasil. Para explicar esta realidade é preciso refletir sobre as diferenças… o Nordeste sempre foi o celeiro de mão de obra barata, de onde mandávamos vir empregadas domésticas, pintores, pedreiros, jardineiros e faxineiros. Os cariocas e mineiros por outro lado, sempre foram, assim como os paulistas, tomadores desta mão de obra semi escrava, mas diferentemente destes, aqueles se cansaram da opressão silenciosa, sofrida por conta sucessivos governos de direita, que governavam apenas para o capital especulativo e para as elites nacionais e internacionais. Não podemos esquecer que em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e em todos os demais estados do brasil, pobres existem aos montes, mas a diferença crucial é que o pobre paulista ou ainda se deixa dominar pela elite ou acredita fazer parte desta elite, que não os reconhece, a não ser em véspera de eleições, quando são capazes até mesmo de suportar o cheiro de pobre, em nome do poder. Mineiros e Cariocas já entenderam o novo Brasil, por isso votaram diferente das eleições anteriores.

O povo nordestino não fez outra coisa, além de reconhecer que pela primeira vez na história, um governo olhou para a parte de cima do mapa e enxergou que ali também vivem brasileiros. Pela primeira vez, um governo teve a atitude republicana de proteger os menos favorecidos e lhes oferecer acesso à educação, à saúde, ao emprego e à cidadania. Mas dizer que o governo descuidou dos mais ricos do eixo Sul e Sudeste seria uma leviandade, afinal de contas, o pobre que hoje pode consumir no mercado, compra da indústria rica do Sul, que nunca vendeu tanto como nos últimos doze anos. Além disso, a elevação da oferta de mão de obra qualificada, em razão dos avanços em educação, ofereceram aos grandes produtores brasileiros a possibilidade de investir em crescimento dos seus negócios, podendo contar com gente preparada para o trabalho mais especializado. Se olharmos por esta ótica, o grande empresário que entendeu a mudança que se opera no Brasil, certamente está muito mais forte do que antes, apesar de precisar aprender a conviver com os novos colegas, que surgiram pelo rompimento da represa empreendedora que impedia o brasileiro criativo e dinâmico de acreditar na sua capacidade de também gerar emprego e renda, a partir da fé em seus sonhos e da disponibilidade de financiamento para seus projetos. Em resumo, o Brasil cresce e sua gente cresce junto, mas somente os que se permitem ver mais adiante possuem a capacidade de andar lado a lado com seus irmãos, em nome de um futuro melhor para todos.

O Brasil dividido expôs feridas graves, oriundas de um abismo histórico entre os que comem e os que não nunca sabiam quando iriam fazer a próxima refeição. De um lado, a elevação do poder financeiro das camadas populares assusta às elites, que não sabem ainda como suprir suas demandas de trabalhadores domésticos, antes atendidas pelo desespero da fome e da falta de oportunidades para os nordestinos. Empregados domésticos ainda existem, mas é preciso pagar um preço justo pelo seu trabalho. Associada a esta parcela, a nova classe média, apesar de originada das classes inferiores, passou a se ver como elite e a rejeitar o pobre. Não se trata de maldade, mas da necessidade de se sustentar na posição em que se encontram. A forma que a classe média brasileira encontrou para se afirmar é se separar da classe pobre, negando seu valor, em nome da sensação de que são superiores. Com esta atitude, perdem a oportunidade de utilizar a sua própria acenssão para ajudar a trazer para o seu nível os que ainda permanecem aguardando oportunidades e arriscam a própria posição, ao jogar contra a força que os elevou a esta condição.

O Brasil dividido só interessa de fato a um grupo de brasileiros, os políticos de direita, que sempre se aproveitaram dos pobres, como massa de manobra nos antigos currais eleitorais e alimentaram as elites, em troca de apoio para a sustentação de seus projetos de poder. O Brasil dividido é um câncer que impede brasileiros de se abraçarem e caminharem juntos, em direção a um país mais forte e igualitário, em cujas terras convivam irmãos protegidos entre si e capazes de alimentar uns aos outros. Estas elites precisam compreender que o Brasil não é mais aquele “país feudal”, em que os senhores de terras determinavam os rumos da vida de todos. O Brasil de agora é um paísque descobriu a força que tem e resolveu arregaçar as mangas para construir uma Nação forte e poderosa, capaz de suportar as diversas tentativas de golpe e de assalto a que tem sido submetida. Cabe às elites brasileiras se unirem a esta massa e ajudarem, com a força da sua experiência e do seu capital, a transformar este país, de fato em um país de todos.

Quando escrevo este texto, minha mente vagueia por uma nação imaginária, em que nos respeitamos como brasileiros e lutamos lado a lado, sempre pautados pelo sentimento de humanidade e lealdade, de respeito e tolerância. O Brasil que sonhamos é um país em que não há divisão entre classes, mas setores que se completam. Faço portanto um convite à reflexão: Vamos unir forças em torno de um país, independente de quem seja o governo, para fiscalizar a atuação do Estado, cobrar investimentos em melhorias estruturais e funcionais e exercer nosso direito de cuidar do país que é de todos os brasileiros, sem divisões e sem amarras.

Brasileiros, univos em nome de vossa Nação e descobrirão que juntos podemos fazer muito mais. Está na hora de pararmos de sabotar nossos adversários políticos e nos colocarmos à disposição para fazer nossa parte. Na hora das eleições, discutamos quem possui as credenciais necessárias para fazer melhor a próxima etapa,sem degladiação e sem perseguições, porque o Brasil conta com os brasileiros e não podemos fugir desta batalha, que deverá ser travada contra o preconceito e contra a intolerância. Vamos juntos povo brasileiro, fazer a lição de casa e ajudar a construir um Brasil, verdadeiramente de todos os brasileiros.

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Por Danilo Silva Pinto

Por Danilo Silva Pinto

Em Valparaíso de Goiás, que é um dos principais colégios eleitorais do estado, o comportamento do eleitor apresentou uma variação bastante significativa, quando comparamos os resultados com os obtidos no consolidado do estado de Goiás. Polarizada entre dois grupos, que possuem, de um lado o PSDB e de outro o PT como principais partidos, a política do município apresentou resultados que demonstram uma falta de identidade do eleitor com seus representantes.

Derrotada nas urnas em 2012 para a atual prefeita Lucimar Nascimento (PT), a ex prefeita Leda Borges (PSDB), que na ocasião disputava a reeleição, foi eleita deputada estadual nas eleições deste domingo, com 32.217 votos. A recuperação de Leda logo após amargar forte derrota em 2012 requer uma reflexão, mas certamente demonstra a importância de fortes investimentos financeiros para influenciar a opinião do eleitor. Vale lembrar que Leda usou da inteligência e do poder financeiro ocasionado pela aliança com o Governador Marconi Perilo, para pulverizar sua atuação em várias cidades do estado. Quem circulou pelas cidades vizinhas pôde verificar a força da campanha de Leda em cidades como Planaltina de Goiás, Águas Lindas de Goiás, Cidade Ocidental, Santo Antônio do Descoberto, Luziânia e daí por diante. Estes dados dão conta de que Leda não foi eleita Deputada Estadual por Valparaíso, mas por um conjunto de cidades em que encampou forte campanha, visando se recuperar publicamente e contornar a rejeição dentro de casa. Apesar disso, apresentou uma capacidade de se reconstruir politicamente que merece respeito.

Anúncio matéria Tribuna da RideAo contrário do PSDB, que lançou uma candidata e trabalhou para eleger a primeira deputada estadual de Valparaíso de Goiás, o PT apresentou uma postura que lhe custou a capacidade de atuar com a força costumeira e comprometeu todo o seu trabalho no município. A vaga de deputado estadual no partido foi disputada por Professor Silvano e Arquicelso Bites durante todo o primeiro semestre. Arquicelso não se desincompatibilizou do Governo do Distrito Federal, aonde ocupa um cargo de confiança e elevou a expectativa em torno da candidatura de Silvano como a escolha do partido. Apesar disso, na convenção estadual, foi lançado em paralelo o nome de Hugo Bites, promovendo imediatamente um racha no diretório municipal.

O Partido dos Trabalhadores, que já vem dividido a muito tempo em Valparaíso, optou por acirrar suas disputas internas e abriu mão de eleger um deputado estadual. Ficou evidente que a família Bites preferiu lançar Hugo Bites, não como proposta de eleição a deputado, mas antecipando a candidatura deste a Vereador em 2016. Além da disputa interna, um terceiro grupo do PT local, publicamente liderado pelo Presidente da legenda Lizanildo Rodrigues, mas representando de forma velada um significativo grupo de políticos do partido, optou por apoiar a candidata de Luziânia, Cassiana Tomim (PT), consolidando a fragmentação do partido, que o conduziu ao fracasso eleitoral. Esta atitude enfraqueceu a candidatura do Professor Silvano, que se viu praticamente isolado dentro do partido, concorrendo como se fosse um candidato independente. Apesar do apoio de alguns vereadores. Silvano realizou uma campanha sem recursos e viu o PT de Valparaíso se apequenar em nome das vaidades individuais, o que rendeu 7.095 votos para Professor Silvano e 1.851 votos para Hugo Bites. Cassiana Tomim, que conseguira 14.171 votos no estado, não conseguiu se eleger.

310741_382369728544104_1142127133_nCorrendo por fora, Adolfo Lopes (PMDB) teve uma candidatura mais voltada para a construção de um trabalho pela eleição de Iris Rezende (PMDB), na disputa pela Governo do estado. Somando 632 votos, o ex vice prefeito de Leda Borges conseguiu se manter próximo do seu eleitorado anterior.

Outro nome que ficou pelo caminho foi o da Deputada Estadual Sonia Chaves (PSDB) que não conseguiu se reeleger. Sonia que é de Novo Gama – GO, possui forte influência política em Valparaíso, tendo sido considerada inclusive uma grande ameaça à eleição de Leda Borges. Certamente, sem a participação de Leda, Sonia teria absolvido uma grande quantidade dos votos do PSDB no município, mas perdera espaço pela identificação do eleitorado com a candidata local.

No que diz respeito às majoritárias, as eleições em Valparaíso de Goiás apresentaram um perfil diferente dos resultados oficiais no Estado e no Brasil. Vejam os números:

Eleição para Presidente da República: 

Os números do Estado de Goiás apontam vitória de Aécio Neves com 41,54%, contra 32,1% de Dilma. Já em comparação com a votação nacional, que terá segundo turno entre Dilma e Aécio, Marina aparece em segundo lugar. Veja no levantamento abaixo como ficou a eleição para presidente em Valparaíso:

Dilma (PT) 36,33%

Marina Silva (PSB) 30,62%

Aécio Neves (PSDB) 29,68%

Luciana Genro (PSOL) 1,18%

Estes dados mostram a força do PT em Valparaíso, o que reforça a análise que fizemos acima, sobre a eleição de deputados estaduais. Certamente, se o partido tivesse despejado seu potencial eleitoral em um único candidato, teria conseguido eleger seu representante, como fez o PSDB.

Eleições para Governador:

Nas eleições para Governador de Goiás, Marconi teve 45,86% dos votos válidos, contra 28,4% de Iris Rezende, também muito diferente do que aconteceu em Valparaíso, conforme números abaixo:

Marconi Perilo (PSDB) 47,98%

Antônio Gomide (PT) 18,5%

Vanderlan Cardoso (PSB) 15,58%

Iris Rezende (PMDB) 15,47%

Apesar de seu governo não realizar investimentos em Valparaíso, Marconi continua muito forte no município, o que empurrou a eleição de Leda Borges. Antônio Gomide aparece em segundo lugar, dando mais uma demonstração da força política do PT na cidade. Iris Rezende viu o PMDB local se dividir, em fraco apoio a Adolfo Lopes, que não possuía qualquer chance real de se eleger e apoio aos candidatos do PT, o que dissolveu sua representação dentro do município. Acabou derrotado também por Vanderlan Cardoso, que recebeu apoio de vereadores e lideranças locais.

Outdoor_2013-2014 (1)Em resumo, enquanto o PSDB local optou por eleger uma deputada estadual e fortalecer suas bases para 2016, o Diretório Municipal do PT em Valparaíso de Goiás, em conflito consigo mesmo, acabou por expor publicamente suas divergências internas e inviabilizar o projeto de eleger um deputado. Além disso, a fragmentação tornou-se tão explícita, que será inevitável uma debandada do partido já em 2015.

Cabe à prefeita Lucimar o desafio de ajuntar próximo de si as lideranças não só do PT, mas dos partidos aliados, na composição de um grupo para apoia-la à reeleição em 2016. Dando fortes sinais de recuperação da rejeição percebida no início de seu mandato, Lucimar, que explicou ter recebido a prefeitura devastada, justificando a necessidade de “arrumar a casa” no primeiro ano de mandato, tem apresentado um conjunto de obras bastante significativo, apesar de não contar com o Governo de Marconi Perilo, fiel aliado de Leda Borges. Para tocar o governo, Lucimar tem contado com o apoio da Presidenta Dilma e do governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), que foi derrotado nesta eleição.

Anúncio VanessaA perda do parceiro Agnelo para os próximos dois anos de mandato poderá ser compensada, se Lucimar conseguir construir uma nova aliança com o GDF, principalmente em caso de eleição de Rodrigo Rollemberg (PSB) no 2º turno. Outra perda importante foi o Deputado Federal Policarpo (PT), grande parceiro de Valparaíso neste governo, que não conseguiu a reeleição no DF.

Por outro lado, Rubens Otoni (PT) foi reeleito Deputado Federal por Goiás e com uma forte votação em Valparaíso, o que deverá fortalecer sua parceria com Lucimar. Na bagagem das vitórias de Lucimar, a presença de Valcenor Braz (PTB), reeleito deputado estadual e que fora apresentado pela prefeita como importante parceiro até aqui.

Leda Borges prometeu apoiar o Presidente da Câmara de Vereadores Afrânio Pimentel (PR) nas eleições para prefeito 2016, em troca do seu apoio nesta disputa para deputada. Eleita, resta saber se cumprirá sua promessa ou se Afrânio terá que remar sozinho, traído pela sua deputada. A corrida para 2016 segue indefinida, com a única certeza de que Lucimar vai trabalhar para merecer protagonizar a primeira reeleição municipal de Valparaíso, em seus quase 20 anos de emancipação política.

Vamos acompanhar a formação dos grupos de apoio para o segundo turno entre Dilma e Aécio para presidentes e Marconi e Iris para governador, para somente depois de 26 de outubro, uma vez indicados os eleitos, podermos avaliar com mais consistência o novo cenário político que se forma em torno de Valparaíso de goiás.

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Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

O Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) entrou com ação civil pública pedindo que todos os selecionados para o programa de trabalho voluntário da Copa do Mundo sejam contratados com Carteira de Trabalho assinada. Esse tipo de atividade é comum em megaeventos, como a Copa e as Olimpíadas.

O MPT também pede que o Comitê Organizador Local pague R$ 20 milhões de indenização por dano moral coletivo. A ação está na 59ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.

Para a procuradora do Trabalho Carina Rodrigues Bicalho, que entrou com a ação, a Fifa pretende atingir “lucros astronômicos”, o que afasta a possibilidade de usar trabalho voluntário, como previsto na Lei 9.608/1998, que regula esse tipo de serviço no país.

“Essa modalidade de prestação de trabalho somente é lícita se o tomador de serviços for entidade pública ou associação com objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade, e que essa associação não obtenha lucro a partir do trabalho prestado”, diz a ação.

A procuradora argumenta que o princípio básico do ordenamento jurídico trabalhista diz que o trabalho remunerado é a regra e o voluntariado só pode ser exercido em casos excepcionais.

O programa da Fifa selecionou 14 mil voluntários para trabalhar nas 12 cidades-sede. Eles deverão ficar à disposição da entidade por pelo menos 20 dias, com turno diário de até dez horas. Mais de 152 mil pessoas se inscreveram para participar do programa, mais do que o dobro da Copa da África do Sul, em 2010, quando 70 mil se inscreveram, e mais do que o triplo da Copa da Alemanha, em 2006, que teve 45 mil candidatos ao trabalho voluntário.

A Agência Brasil informou que entrou em contato com o Comitê Organizador Local, mas não obteve resposta até a publicação dessa matéria.

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Danilo Silva Pinto

Após falha do esquema de segurança, que permitiu a um grupo de manifestantes cercar o ônibus da Seleção Brasileira no Rio de Janeiro, na última segunda-feira 26 de maio, homens das Forças Armadas serão utilizados para proteger as seleções durante a Copa do Mundo FIFA 2014.

Após o episódio, 30 militares já estão na Granja Comari desde a quarta-feira 28 de maio, incumbidos de reforçar a segurança da Seleção Brasileira. Segundo a organização do evento, os homens das Forças Armadas serão utilizados para garantir a proteção das delegações em seus deslocamentos, entre hotéis e centros de treinamento.

Segurança perde controle sobre manifestantes no Rio de Janeiro

Segurança perde controle sobre manifestantes no Rio de Janeiro

De acordo com o Ministério da Defesa, a participação das Forças Armadas no esquema de segurança da Copa nas 12 cidades-sede já estava previsto, conforme autorização dada pela presidenta Dilma Rousseff. Segundo o Artigo 5, do Decreto 3.897 de 2001, usado pela presidenta, o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem (GLO), deverá ser episódico, em área previamente definida e ter a menor duração possível. O nível de emprego dos militares, segundo o Ministério da Defesa, vai variar conforma a necessidade de cada uma das sedes e dependerá de pedido prévio do governador.

Ontem, o Ministro da Justiça José Eduardo Cardozo admitiu que o esquema de segurança no Rio da Janeiro falhou ao permitir que manifestantes cercassem o ônibus da seleção brasileira. Ele classificou o episódio de “pontual”, mas anunciou que seriam feitos ajustes no esquema de proteção das seleções.

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A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta sexta-feira (23), durante o lançamento da Política Nacional de Participação Social, que o País reduziu suas desigualdades ao apostar no aumento da renda. As declarações foram dadas após a presidenta ter recebido o relatório das Organizações das Nações Unidas (ONU).
documento mostra que o Brasil cumpriu, com antecedência, dois dos oito Objetivos do Milênio (ODM), como reduzir a mortalidade infantil, melhoria do saneamento e a diminuição da fome e da miséria. No evento, Dilma também defendeu o marco regulatório para as organizações não-governamentais (ONGs).
“Nós, de fato, reduzimos a desigualdade, não reduzimos tirando de ninguém, mas aumentando o crescimento da renda dos mais pobres”, disse a presidenta.
Conforme o relatório da ONU, os níveis da redução da extrema pobreza também avançaram e já tinham  sido atingidos. A crise econômica de 2008 e 2009 prejudicou a execução da meta, mas de 2011 para 2012, o ritmo da queda voltou a um patamar próximo ao verificado no período de expansão inicial do Bolsa  Família. Além disso, a taxa de extrema pobreza rompeu a barreira dos 4%, regredindo para 3,5% da população.
“Os mais ricos do Brasil, a renda deles cresceu, mas foi muito menos do que cresceu a renda dos mais pobres”, comentou Dilma, durante a solenidade.
“É uma onda que vai empurrando de baixo para cima todo mundo e a onda é mais forte naqueles que queremos pegar primeiro, que são os eternamente excluídos deste País”, acrescentou a presidenta.
Segundo as Nações Unidas, outra meta cumprida foi a diminuição da taxa de mortalidade infantil.  Em 1990 eram 53,7 óbitos por mil nascidos vivos, caindo para 17,7 em 2011.
Regulamentação – Durante a solenidade, Dilma afirmou ser favorável ao marco regulatório para as Ongs, que tramita no Congresso.
Para a presidenta, isso dará mais clareza ao setor e segurança aos gestores. “Vamos reconhecer algo fundamental, o papel das ONGs na execução das políticas governamentais de uma forma explícita”, observou.
“E quero lembrar que o marco está em emenda, porque assim o governo decidiu, para torná-lo mais ágil. Portanto, jamais iremos deixar de ser a favor de algo que defendemos e articulamos no Congresso”, ressaltou.
Durante o ato, a presidenta assinou o decreto instituindo a Política Nacional de Participação Social, no Palácio do Planalto, quando voltou a enfatizar a importância de um plebiscito na para a elaboração de uma reforma política.
“Acreditamos que é chegada a hora de o Brasil ter arcabouço institucional e político que corresponda aos avanços que tivemos nas lutas sociais”, afirmou Dilma.
“Quero dizer que sem participação social não há reforma política”.

Fonte: Por Edson Luiz, da Agência PT de Notícias

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Danilo Silva Pinto

Segundo pesquisa de uma consultoria de São Paulo, Valparaíso está entre as 100 melhores cidades para se investir no Brasil. Com localização estratégica, próxima à capital federal e situada na passagem para o sudeste do país, e apresentando um crescimento populacional muito acima da média nacional, Valparaíso tem atraído investidores em comércio, indústria e serviços.

Além da forte indústria da construção civil, responsável pela geração de empregos em obras espalhadas por toda a cidade, grandes empresas industriais e comerciais buscam o município. Um exemplo é a loja da Havan, rede de lojas de departamentos que será inaugurada nos próximos dias e com um investimento de R$ 35 milhões irá gerar 200 empregos diretos.

Somente este anos, 400 novos empreendimentos foram iniciados na cidade, a maioria na construção civil, indústria moveleira e comércio. A expectativa da população é com a geração de empregos, já que grande parcela dos moradores da cidade se desloca diariamente para trabalhar em Brasília, enfrentando congestionamentos e um transporte coletivo caótico. A Prefeita de Valparaíso Lucimar Nascimento lembrou a importância da geração de empregos. “Nós temos uma população que precisa de emprego e a chegada desses grupos econômicos na cidade gera empregos pra nossa população”.

Apesar da euforia, Valparaíso ainda precisa enfrentar grandes desafios, principalmente em infraestrutura e segurança pública. Segundo dados da prefeitura, apenas 30% da cidade possui rede de esgoto e 40% das ruas não são pavimentadas. Na área de segurança a falta de policiais e de investimentos do Estado de Goiás em segurança gera uma sensação de vulnerabilidade que incomoda a população.

Vamos esperar que a chegada de tantos investimentos e o crescimento econômico possam se refletir em melhoria da qualidade de vida da população, tanto pela geração de emprego e renda quanto pelos investimentos em infraestrutura, segurança e serviços públicos de qualidade.

Fonte: G1

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Fonte: A Tarde

Mesmo com o pacote de 2012 para reduzir o custo da eletricidade, o Brasil ainda tem a 11ª tarifa mais elevada do mundo, mostra levantamento da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). O valor é 8,8% superior à média de uma lista de 28 países selecionados pela entidade, que mantém uma espécie de “custômetro” da energia, permanentemente atualizado. Antes das medidas adotadas pela presidente Dilma Rousseff, o Brasil estava na quarta posição.

A tributação responde por boa parte do problema. Segundo a entidade, impostos e contribuições federais e estaduais, mais os encargos setoriais, que são taxas específicas cobradas junto com a conta, respondem por 36,6% da tarifa. Questionado, o Ministério de Minas e Energia não respondeu.

Existe uma explicação para o aumento do peso tributário nas contas de luz. “O consumidor de energia elétrica não tem para onde correr”, resume o presidente do Instituto Acende Brasil, Claudio Sales. Todo mundo consome e os tributos são “insonegáveis”.

Como consequência, os governos federal e estaduais pesam a mão na hora de cobrar impostos do setor, de forma que hoje as empresas suportam uma carga desproporcional à sua fatia na economia. Pelos cálculos do Acende Brasil, o setor elétrico responde por 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Ao mesmo tempo, é responsável por 5,2% do PIS-Cofins e por 8,7% do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Desconto

Se esses dois tributos fossem cortados à metade, as tarifas poderiam ter uma redução de 10%, estima Sales. Porém, as possibilidades de isso ocorrer são mínimas.

Há forte resistência dos Estados em abrir mão do ICMS que recolhem na conta de luz. Entre outras coisas, a arrecadação sobre a eletricidade, ao lado das contas de telefone e de combustível, sustenta as receitas estaduais e, em alguns casos, dá fôlego à prática da chamada guerra fiscal. A discussão sobre redução do ICMS estadual, que ganhou algum alento no ano passado, agora se encontra parada no Congresso Nacional.

Do lado federal, tampouco há perspectiva de redução do PIS-Cofins. Pelo contrário, a área técnica do Ministério da Fazenda propôs uma total reforma desses tributos, considerados extremamente complexos, mas a discussão parou por causa do impacto que a mudança teria na arrecadação.

A simplificação traria perdas, algo difícil de acomodar num momento em que o governo considera até cortar investimentos para melhorar o resultado de suas contas.

Aumento

O que está no horizonte, ao contrário de uma redução, é o aumento dos encargos setoriais. O pacote de redução da energia elétrica aumentou a lista de itens a serem bancados com recursos da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), cuja arrecadação é insuficiente para fazer frente às obrigações.

No ano passado, as fontes de receita do CDE geraram R$ 1,9 bilhão. As despesas, por sua vez, atingiram R$ 16,8 bilhões. O Tesouro Nacional precisou injetar recursos para fechar a conta. Para este ano, as estimativas apontam para R$ 18 bilhões em gastos.

A CDE cobre, entre outras coisas, o custo de funcionamento das usinas térmicas, que têm energia cara e foram acionadas por mais tempo do que o esperado por causa da falta de chuvas.

A discussão do momento entre os Ministérios da Fazenda e de Minas e Energia é quanto ficará a conta das térmicas e quem a pagará: se o consumidor, na conta, ou se o contribuinte, por meio de tributos para ajudar o Tesouro a equilibrar as despesas.

Além desse aumento da CDE, existem no Congresso propostas de novas despesas a serem bancadas pelos encargos. O Acende Brasil detectou pelo menos sete projetos de lei criando novos programas, como conceder tarifas subsidiadas para entidades filantrópicas, para agricultores e empreendedores no Polígono das Secas, para usuários de balão de oxigênio e para a aquicultura. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Grupos à frente das manifestações contra o Mundial estão presentes nas 12 sedes e contam com mobilização nas redes sociais. Ao contrário dos rolezinhos, são formados por estudantes com nível superior

Criados há mais de três anos para cobrar das autoridades públicas mais investimentos e políticas voltadas à melhoria de vida da população, os 12 comitês populares contra a realização da Copa do Mundo de 2014 no Brasil espalhados pelas cidades sedes do evento, que ajudaram a impulsionar inicialmente as ruas do país em junho do ano passado, não conseguiram mobilizar mais do que 5 mil pessoas no último fim de semana. Em Brasília, por exemplo, foram menos de 100 participantes marchando pela W3. Apesar da baixa adesão neste começo de ano, os protestos preocupam novamente o governo brasileiro principalmente pela violência registrada em São Paulo, que teve pessoas feridas e carros incendiados. O Planalto teme a má repercussão das cobranças da sociedade, principalmente às vésperas da eleição presidencial, principalmente por conta da grande mobilização desses grupos nas redes sociais.

Diferentemente do público dos rolezinhos, composto basicamente por adolescentes da periferia que buscam espaço para diversão, os líderes dos manifestantes são moradores ou profissionais atingidos por políticas da Copa e estudantes com nível superior. Muitos se inspiram em manifestações recentes feitas pelo mundo, como a Primavera Árabe e os protestos contra o encontro da Organização do Comércio em Seattle (EUA), e se comunicam pela internet. Para tentar ganhar corpo e buscar apoio, mantêm diálogo com movimentos mais tradicionais, como os sem terra, indígenas, quilombolas e atingidos por barragens.

“Não são marginais ou baderneiros. É uma articulação nacional preocupada com os gastos públicos e o impacto social da Copa”, avalia o sociólogo e cientista político Rudá Ricci. Segundo ele, os políticos tiveram chance de se reunir para conversar com os integrantes do movimento, mas não o fizeram. “Tenho a impressão de que o medo do governo de que as manifestações quebrem a normalidade do processo eleitoral levem ao confronto. O Planalto está desesperado com essa ameaça no meio da uma disputa eleitoral”, afirma. Segundo ele, cerca de 12 mil famílias tiveram de deixar as suas casas para a execução de projetos da Copa.

Fonte: Correio Brasiliense

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A menos de cinco meses da Copa do Mundo, manifestações contra o torneio da Fifa foram registradas em ao menos oito capitais. Em São Paulo, houve confronto com policiais e atos de vandalismo. Governo federal vai intensificar o monitoramento aos black blocs

Na semana em que todas as atenções das autoridades públicas estavam voltadas para o recente fenômeno dos rolezinhos promovidos por jovens em várias localidades do país, manifestações populares com o mote “Não vai ter Copa” ocorreram em pelo menos em sete capitais brasileiras e no Distrito Federal. Em grande parte das cidades, os protestos não conseguiram mobilizar um grande número de pessoas e ocorreram de maneira pacífica. Em São Paulo, foi diferente. O ato, que reuniu 1,5 mil manifestantes na Avenida Paulista no dia do aniversário dos 460 anos da cidade, acabou com cenas de violência. Um jovem de 22 anos foi baleado por policiais militares. O caso acende o alerta diante da possibilidade de recrudescimento das manifestações que sacudiram o Brasil em junho do ano passado. Os governos federal e de São Paulo já intensificaram o monitoramento de novos protestos, e os centros de inteligência passarão a dedicar mais tempo ao tema, em especial aos black blocs.

Fabrício Fonseca, integrante do grupo black bloc, segundo a Polícia Militar, levou dois tiros após ser abordado por três policiais, na noite de sábado, no bairro de Higienópolis. O estado de saúde de Fabrício é considerado grave. Ele permanece internado na Santa Casa de São Paulo, no bairro Santa Cecília. Até o fechamento desta edição, continuava em observação na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O hospital informou que um dos tiros atingiu o tórax e outro o pênis da vítima. Fabrício foi submetido a cirurgia. Um dos testículos precisou ser removido diante da gravidade dos ferimentos.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu ontem a conduta da Polícia Militar. “A população de São Paulo não aceita isso (protestos violentos), e a polícia agiu firmemente no sentido de evitar uma tragédia na Praça da República, porque estava tendo uma apresentação, um show com muitas crianças, famílias e idosos”, disse.

Fonte: Correio Brasiliense

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Os concurseiros que participarão da próxima seleção do Banco do Brasil terão uma oportunidade de avaliar se, na prática, estão preparados para a prova, que será aplicada em 9 de fevereiro. Juntos, o Correio, o Tempo de Concurso e o IMP Concursos promoverão um simulado on-line para auxiliar os candidatos. Gratuitas, as inscrições podem ser garantidas até o próximo dia 30, pela internet, no endereço eletrônico http://simuladocb.com.br. Os testes estarão disponíveis entre as 7h de 1º de fevereiro e as 23h59 do dia seguinte, e o candidato escolherá quando quer fazê-los. As 70 questões de múltipla escolha – 25 de conhecimentos básicos e 45 de específicos – deverão ser respondidas em até quatro horas.

Coordenadora-geral do IMP Concursos, Ranil Aguiar argumenta que, nesta reta final, o concurseiro deve direcionar os estudos nas matérias específicas, que têm maior peso. “Principalmente em conhecimentos bancários, assunto muito importante para esse certame e que se relaciona com as atividades que serão desempenhadas”, afirmou.

Correção

Cada questão do simulado valerá um ponto. São cinco opções de resposta (A, B, C, D e E) e apenas uma correta. A exemplo da prova oficial, quem estiver insatisfeito com o gabarito pode entrar com recurso contestando a correção do item. “O nosso objetivo é nos aproximarmos cada vez mais dos leitores, com um serviço de boa qualidade, e atendermos as demandas mais importantes deles”, destacou Gisele Padovan, coordenadora de Marketing dos Diários Associados.

Para quem se inscreveu no concurso da instituição financeira, a hora é de total dedicação aos estudos. A seleção oferece 8.630 vagas de nível médio para formação de cadastro reserva, com salário inicial de R$ 2.043,36 para 30 horas semanais de jornada de trabalho.

Fonte: Correio Brasiliense

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